Denunciante alega que reformas "apressadas" lideradas por Trump no Kennedy Center foram realizadas durante a presidência de Trump.
Um relatório de um denunciante alega que o Kennedy Center, sob a gestão de Donald Trump, ignorou as regras de contratação e acelerou as reformas para atender às preferências estéticas do presidente.

Uma controvérsia de alto risco surgiu envolvendo o Centro John F. Kennedy para as Artes Cênicas, após revelações de um denunciante sobre os recentes projetos de reforma da instituição. O senador democrata Sheldon Whitehouse, de Rhode Island, divulgou recentemente uma denúncia detalhada sugerindo que a administração da instituição, sob a orientação do presidente Donald Trump, priorizou projetos estéticos em detrimento da integridade estrutural e da responsabilidade fiscal.
Alegações de má administração e caprichos estéticos
De acordo com a denúncia fornecida ao senador Whitehouse, o Centro Kennedy supostamente ignorou os protocolos federais padrão de licitação para satisfazer os "caprichos estéticos" do presidente. O ponto central dessas denúncias são as colunas externas do centro. Projetadas anteriormente para imitar a estética das cordas de instrumentos musicais, essas colunas foram repintadas de branco para combinar com a fachada de mármore do prédio — uma medida favorecida pelo governo Trump. No entanto, relatórios internos sugerem que a pressa para concluir a obra resultou na contratação de empreiteiras inferiores, fazendo com que as colunas de aço enferrujassem sob as novas camadas de tinta.
O projeto, que ignorou as normas de contratação estabelecidas, teria custado milhões a mais do que o previsto, com novas reparações antecipadas.Priorizando a Imagem Pública em Detrimento dos Procedimentos
O ímpeto para esta renovação apressada parece ter sido o calendário de eventos de dezembro de 2025. Durante esse período, o Kennedy Center sediou o sorteio da final da Copa do Mundo da FIFA e a prestigiosa cerimônia Kennedy Center Honors, marcando a primeira vez que um presidente em exercício apresentou esta última. O denunciante afirma que a administração foi explicitamente instruída pela liderança: "Lidaremos com os processos judiciais mais tarde", em um esforço para cumprir os prazos de transmissão televisiva de grande repercussão. Além das colunas, o relatório detalha a demolição desnecessária de azulejos de banheiro e a degradação de um espelho d'água menor que, assim como o do Lincoln Memorial, sofreu com a má conservação após modificações apressadas.
Um Padrão de Influência Mais Amplo
Este incidente é visto pelos críticos como parte de um esforço sistêmico maior do governo Trump para exercer controle sobre instituições federais independentes. Após sua posse em 2025, o presidente Trump nomeou aliados escolhidos a dedo para o conselho do Kennedy Center e pressionou com sucesso para se tornar o presidente do centro. Esse padrão se estende a outros marcos históricos de Washington, incluindo a demolição da Ala Leste da Casa Branca e propostas para alterar a fachada histórica do Edifício Eisenhower. Embora os tribunais tenham intervido, ordenando a remoção do nome do presidente do Kennedy Center, o debate sobre o uso adequado de fundos públicos e a preservação de marcos nacionais continua a se intensificar em Washington.